Nesta sexta-feira (10), um atentado terrorista em Jerusalém matou uma criança de seis e um homem de 20 anos.  O jovem era um judeu ortodoxo e havia se casado há dois meses. Sua esposa também estava no local e está em estado crítico.

O ataque foi realizado no bairro de Ramot, quando um carro atropelou pedestres que esperavam no ponto de ônibus. Ao menos sete pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças, uma de 8 anos em estado grave, e dois jovens de 20 anos com ferimentos moderados. Algumas das vítimas eram membros de uma mesma família e, de acordo com um paramédico, estavam esperando pelo transporte juntos. O ataque aconteceu há menos de duas semanas de outro atentado em Jerusalém,  que matou sete pessoas em uma sinagoga.

Segundo as Forças de Defesa de Israel, o terrorista é um homem de 31 anos, identificado como Hossein Qraqaa, que vive na parte leste do bairro, onde a maior parte da população é palestina. Ele foi morto no local por um civil antes da chegada da equipe policial. O Primeiro Ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que medidas rápidas serão tomadas e ordenou que a casa do terrorista fosse isolada e demolida. Netanyahu ordenou ainda  a prisão de pessoas próximas de Qraqaa. Os policiais estão tratando o caso como terrorismo, uma vez que ocorreu logo antes do Shabbat, dia de descanso para os judeus. Também foi estabelecido bloqueios nas estradas que dão acesso ao local de onde veio Qraqaa.

O Movimento da Jihad Islâmica na Palestina e o Hamas, ambos grupos terroristas, não se responsabilizaram pelo ataque, mas o exaltaram. Um porta-voz do Hamas chamou o atentado de “uma heroica resposta aos crimes de ocupação”. O atropelamento ocorre num momento de escalada nas tensões entre a população palestina e israelense na Faixa de Gaza.

De acordo com André Lajst, cientista político especialista em Oriente Médio e presidente executivo da StandWithUs Brasil, nunca haverá paz enquanto se ensina nas escolas palestinas que Israel não existe e que os judeus são inimigos. “Enquanto Israel faz todos os esforços para salvar vidas, inclusive enviando 400 homens para o resgate de vítimas do terremoto na Turquia, civis israelenses inocentes são assassinados em um ponto de ônibus por terroristas que não aceitam a existência de um Estado judeu”, ele afirma.