O líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), vai acompanhar através do mandato parlamentar a visita de técnicos do governo chinês ao Paraná, interessados na avaliação dos novos frigoríficos apontados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Brasil como aptos a venderem carnes de frango e de bovinos para a China. O país asiático é o maior consumidor de carne brasileira – entre produtos derivados de suínos, bovinos e aves de corte – e absorve cerca de dois terços da exportação do produto brasileiro.

A visita acontecerá na próxima semana, entre os dias 4 e 8 de dezembro. Os frigoríficos paranaenses que constam da nova lista do governo federal para habilitação às exportações com a China são Dip Frangos S/A, de Capanema, o Jaguafrangos Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., de Jaguapitã e Gonçalves & Tortola S/A, que fica em Maringá.

Apesar do volume de exportações e do incremento econômico da atividade, as relações bilaterais Brasil-China enfrentaram períodos de forte turbulência no governo anterior, inclusive as exportações foram suspensas por problemas sanitários e, após a retomada das negociações, no atual governo do Presidente Lula, de março até agora, se retomou também a liberação de plantas industriais à venda de carnes do Brasil para a China. A primeira planta habilitada nesse processo de retomada foi o Frigorífico Astra de Cruzeiro do Oeste.

É mais desenvolvimento e geração de empregos para o nosso estado”, afirma Zeca Dirceu. “A China é um mercado diferenciado, que pode alavancar a excelência das empresas paranaenses na produção da pecuária de corte”, completa.

O líder do PT na Câmara já fez duas viagens oficiais à China em 2023 com a finalidade de fortalecer esse canal de entendimentos, de olho nos benefícios para a economia e população paranaenses. A perspectiva dos setores empresariais é de que este ano haja um incremento de pelo menos 50% na venda de carnes do Brasil para o mercado chinês.

Em 2022, a exportação de carne bovina do Brasil movimentou US$ 10,27 bilhões. De janeiro a outubro deste ano, já passava da marca de US$ 7,68, apesar dos reflexos dos embargos da crise sanitária e de ruídos diplomáticos provocados pelo governo anterior, que afetaram as negociações. Em carnes de aves e derivados, até outubro de 2023, o Brasil já havia aumentado as exportações em 2%, que saltaram de US$ 7,46 em 2022 para os atuais US$ 7,59. A carne suína foi a que mais gerou crescimento (13%): US$ 1.95 em 2022 para US$ 2,21 este ano.