Situado em Guajará-Mirim (RO), o Hospital Bom Pastor destaca os benefícios para a saúde do consumo de peixes característicos da região, e orienta para sua conservação e preparo.

Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2018 (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a região Norte é a maior consumidora de carnes e pescados, com taxa equivalente a 27,1%, valor que ultrapassa a porcentagem nacional, de 20,2%.

A nutricionista do Bom Pastor, Fernanda Bezerra, explica que “a inclusão de peixes na dieta previne doenças cardíacas, faz bem para o cérebro e fortalece o sistema imunológico”.

Dentre os peixes mais abundantes na cidade de Guajará-Mirim, estão o pirarucu, tambaqui e tucumaré. Além de ser rico em proteínas, vitaminas, e fósforo, o pirarucu também é fonte de ômega 3, e possui propriedade antioxidante.

“O ômega 3 reduz o colesterol ruim e aumenta o colesterol bom, impedindo o acúmulo de gordura nas artérias. Ao mesmo tempo, seu antioxidante natural protege as veias do envelhecimento e reduz as células cancerígenas. Estudos indicam, ainda, que a pele do peixe é rica em colágeno”, ressalta Fernanda.

Já o tambaqui, peixe com alta demanda no local, é rico em proteína e pode auxiliar no processo de emagrecimento, pois o consumo resulta na melhoria do transporte de nutrientes para a célula, movimento importante para o desenvolvimento e manutenção da saúde.

Diferente dos outros peixes, o tucumaré é uma fonte de potássio que favorece diversas funções internas do corpo. “O potássio beneficia o equilíbrio e manutenção de funções corporais básicas, como o processo metabólico, impulsos nervosos e contração dos músculos”, destaca a nutricionista.

Tanto o tambaqui, quanto o tucumaré, são peixes que podem ser servidos assados com farinha como acompanhamento. Já o pirarucu possui a carne rosada com sabor suave, por isso, pode ser servido cru, marinado em suco de limão ou, até mesmo, como uma moqueca ou caldeirada.

Conservação e preparo 

O principal ponto de atenção em relação ao consumo de peixe é a conservação correta do alimento, essencial para a saúde e também para a produção de uma boa receita. Neste período do ano, os pescados costumam ganhar protagonismo nas refeições, principalmente entre os católicos, por conta da quaresma.

O congelamento é a principal forma para manter a validade, preservando suas propriedades. “Entretanto, nem todas as pessoas possuem refrigeradores. Neste caso, uma opção é utilizar a desidratação. A técnica consiste em remover a umidade da carne a partir da inserção do sal”, explica Fernanda.

Para garantir o consumo seguro, é importante ficar atento às características do alimento. Confira algumas orientações do que observar:

– odor próprio e agradável;
– brânquias avermelhadas;
– escamas brilhantes e bem aderentes à pele;
– olhos claros, vivos e transparentes;
– superfície do corpo limpa, sem pigmentações estranhas, escurecidas ou esverdeadas.

Fonte: Comunicação – Pró-Saúde